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        Os efeitos dos raios sobre as instalações de telecomunicações são bem conhecidos, variando da ocorrência de distúrbios eletromagnéticos até a destruição de circuitos eletroeletrônicos. Podemos dividir os efeitos de uma descarga elétrica atmosférica sobre uma infra-estrutura de telecomunicações, planta industrial, residencial e informática em: diretos e indiretos. Veremos cada um deles detalhadamente.

        O raio é uma enorme descarga elétrica entre dois pontos com polaridades opostas, como entre a nuvem carregada e o solo. Muitos estudos já descreveram esse fenômeno. A descarga elétrica é o resultado do descarregamento elétrico através de canal ionizado rompido entre os dipolos, transitando severos pulsos de corrente transitória, as quais podem alcançar valores de pico superiores a 200 kA (cerca de 2000 vezes a corrente de consumo de um chuveiro elétrico). Obviamente as conseqüências de tal quantidade de energia, no caso de uma queda direta sobre um edifício, são enormes: efeito térmico, destruição mecânica (forças eletrodinâmicas), além de graves danos físicos para o ser humano. A proteção convencional contra uma descarga direta se baseia no "método da interceptação": a descarga é conectada a estruturas de Faraday, sendo conduzida através de condutores metálicos até terminais cravados no solo, evitando dano físico às instalações.

        Os efeitos secundários das descargas são muito menos espetaculares, mas podem afetar as instalações numa área extensa ao redor do ponto de incidência da descarga. Redes elétricas, linhas de telecomunicações e antenas que servem uma instalação podem vir a conduzir transitórios de sobretensão para dentro de equipamentos sensíveis nela instalados. As formas pelas quais ocorrem os danos dos equipamentos dentro da instalação são:

  • Condução de transitórios pelas linhas aéreas de alimentação ou pela elevação do potencial de terra;
  • Indução eletromagnética.

        Para analisar o problema da proteção contra descargas atmosféricas (raios) numa instalação é necessário analisar, passo a passo, os seguintes pontos:

  • Risco de ocorrência de descarga direta (possível ocorrência de descargas atmosféricas diretas);
  • Conceito de zonas de proteção (qual o tipo de proteção do sistema);
  • Proteção contra descargas diretas (pára-raios);
  • Eqüipotencialização (diferença de potencial);
  • Aterramento (< 10 ohms);
  • Proteção contra surtos em redes de CA (instalações sujeitas a surtos de sobretensão de elevada energia);
  • Proteção contra surtos em instalações de telecomunicações, industriais, residenciais, de informática e de alta freqüência (proteção contra transientes de sobre-tensões).






 


< Sobre-tensões



< Teste de DPS


< Instalação com DPS


< Distribuição de corrente


< Zonas de proteção

    Tensão Máxima Contínua, Uc - > 275V
  • Corrente Máxima de descarga atmosférica, Iimp ( pelo menos em onda 10/350µs ) – 15KA/polo
  • Corrente Máxima, Imáx ( pelo menos 01 pulso em onda 8/20µs )–40 KA/polo
  • Tensão Residual Máxima, Up ( diferença de potencial aplicada entre os terminais com Iimp ) – 600 V
  • Sinalização preventiva do módulo de falha visual por acionamento termo-mecânico
  • Conformidade com NBR 5410
  • Certificação de Estabilidade Térmica – UL 1449 ad.02
  • Comportamento em atuação do tipo não curto-circuitante