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| Os efeitos dos raios sobre as instalações de telecomunicações são bem conhecidos, variando da ocorrência de distúrbios eletromagnéticos até a destruição de circuitos eletroeletrônicos. Podemos dividir os efeitos de uma descarga elétrica atmosférica sobre uma infra-estrutura de telecomunicações, planta industrial, residencial e informática em: diretos e indiretos. Veremos cada um deles detalhadamente. | |||||||||||||||||||||||||||
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O raio é uma enorme descarga elétrica entre dois pontos com polaridades opostas, como entre a nuvem carregada e o solo. Muitos estudos já descreveram esse fenômeno. A descarga elétrica é o resultado do descarregamento elétrico através de canal ionizado rompido entre os dipolos, transitando severos pulsos de corrente transitória, as quais podem alcançar valores de pico superiores a 200 kA (cerca de 2000 vezes a corrente de consumo de um chuveiro elétrico). Obviamente as conseqüências de tal quantidade de energia, no caso de uma queda direta sobre um edifício, são enormes: efeito térmico, destruição mecânica (forças eletrodinâmicas), além de graves danos físicos para o ser humano. A proteção convencional contra uma descarga direta se baseia no "método da interceptação": a descarga é conectada a estruturas de Faraday, sendo conduzida através de condutores metálicos até terminais cravados no solo, evitando dano físico às instalações. |
Os efeitos secundários das descargas são muito menos espetaculares, mas podem afetar as instalações numa área extensa ao redor do ponto de incidência da descarga. Redes elétricas, linhas de telecomunicações e antenas que servem uma instalação podem vir a conduzir transitórios de sobretensão para dentro de equipamentos sensíveis nela instalados. As formas pelas quais ocorrem os danos dos equipamentos dentro da instalação são:
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Para analisar o problema da proteção contra descargas atmosféricas (raios) numa instalação é necessário analisar, passo a passo, os seguintes pontos:
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